Na poltrona do cinema: O Estranho Que Nós Amamos

O Estranho Que Nós Amamos (The Beguiled) é o mais recente filme da cineasta Sofia Coppola e é o post de estreia da nova categoria aqui do blog – Diário do Viajante, que trará assuntos relacionados a universos concomitantes com viagem, diversão e lazer.

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Sofia já levou a gente pra França com Maria Antonieta (2006) e para o Japão com Encontros e Desencontros (2003). Se você ainda não viu esses filmes, eu recomendo fortemente os dois. Bota na lista! Além de ser uma forte representante do cinema independente norte-americano, pode-se perceber nos filmes em que dirige uma grande sensibilidade e uma capacidade brutal de mostrar sempre uma visão particular de mundo.

Em O Estranho Que Nós Amamos a diretora faz um remake de um clássico de 1971, estrelado por Clint Eastwook, que mostrava uma perspectiva completamente machista sobre a história de um soldado ferido durante a Guerra Civil americana e resgatado por um escola só de mulheres.

A entrada desse soldado nesse ambiente inteiramente feminino traz à tona uma série de conflitos que vão mexendo com a estrutura da escola e com a percepção que as mulheres têm sobre elas mesmas e sobre as outras. É como jogar uma faísca num campo de folhagem seca. Rapidamente o fogo se alastra. E é muito difícil conseguir contê-lo.

O desenrolar da história é cheio de nuances sombrias, acentuado pelo ambiente claustrofóbico e reprimido em que elas vivem. O filme tem todos os elementos certos para te prender na trama. O elenco é ótimo e com grandes estrelas de Hollywood como Colin Farrell, Nicole Kidman, Kirsten Dunst e Elle Fanning. A fotografia é incrível e capaz de criar imagens que parecem verdadeiras pinturas renascentistas. O figurino é maravilhoso e fecha as pontas do círculo para nos fornecer essa obra esteticamente bela.

O filme rendeu a Sofia Coppola o prêmio de melhor diretora no Festival de Cannes deste ano e esse deve ter sido o fator decisivo para que a estreia aqui no Brasil fosse antecipada. Está desde o dia 10 de agosto de 2017 em cartaz nos cinemas. Tem que correr pra assistir pois esse não é o tipo de filme que fica meses em exibição. Mas deveria, pois é brilhante.

Diferente do que o título pode sugerir, esse definitivamente não é um filme sobre o amor e a delicadeza feminina. Em 2017, o poder das mulheres é escancarado na telona de maneira algumas vezes sutil, outras nem tanto. E é assim mesmo que tem que ser.

Ah, só mais uma coisa: “Vá até o fumeiro e pegue a serra, agora.” 😬

Veja o trailer abaixo!

4 comentários sobre “Na poltrona do cinema: O Estranho Que Nós Amamos

    • Obrigado! É justamente isso que pretendo fazer com a categoria Diário do Viajante. Mostrar um pouco das coisas que eu gosto e acho interessante estando sentado em qualquer poltrona, do ônibus, do avião, do cinema, do teatro, da sala de casa.

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