Santuário Meiji: do caos à calmaria

O Santuário Meiji (明治神宮, Meiji Jingū) fica a uma curta caminhada do olho do furacão de Shibuya. Está localizado numa área florestal de 700.000 m² e conta com mais de 100.000 árvores em toda sua extensão. Esse templo xintoísta foi fundado em 01 de novembro de 1920 e é dedicado aos espíritos do Imperador Meiji e de sua esposa, a Imperatriz Shoken. Depois de suas mortes, em 1912 e 1914, respectivamente, pessoas de todas as partes do Japão doaram todas as árvores e trabalharam voluntariamente para construir essa floresta.

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Infelizmente, os edifícios do santuário tiveram que ser reconstruídos depois de 1945 quando foram queimados pelos ataques aéreos da Segunda Guerra Mundial.

O caminho até o templo tem uma paisagem bucólica. Ter uma floresta desse tamanho no meio da bagunça de Shibuya é de uma preciosidade ímpar. Sair do caos (organizado, vai) da multidão que anda pelas ruas do bairro dia e noite e poder se refugiar na calmaria de um templo no meio da floresta já vale todo o passeio.

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Torii na entrada do Meiji-jingu

 

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Muito verde pelo caminho

 

A visita ao Santuário Meiji ~ e a todos os templos do Japão ~ requer algumas regras de etiqueta. Ir sabendo quais regras são essas é legal. Mas mesmo que não siga os rituais ou não saiba porque as pessoas estão fazendo aquilo naquele local, uma coisinha bem simples basta: respeito. Saber onde entrar, onde ficar, onde fotografar e, no mais, apenas silêncio. Muitas pessoas ali não são turistas e aquele ritual é de suma importância na vida delas. Ok? A imagem abaixo mostra esses ritos e foi retirada do site do Santuário Meiji. Acessei a versão em inglês e traduzi automaticamente para o português, então perdoem os erros. Acho que a título de ilustração fica fácil de entender. 😉

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Estas ações expressam respeito e independem de crenças religiosas

O Santuário Meiji abre com o nascer do sol e fecha com o por do sol. Os horários variam mensalmente. Os períodos exatos de funcionamento podem ser encontrados nesse link aqui.

 

Como sugestão de roteiro eu indico começar o dia pelo templo Meiji. Foi o que eu fiz? Não, não foi. Cheguei lá com sacolas e no meio da tarde quase na hora de fechar. Então não faça como eu e vá de manhãzinha. Ande pelo meio da floresta. Respire o ar puro das árvores. Reserve um tempo para contemplar o caminho até o edifício principal do santuário. E depois tire um momento para meditar, se inspirar, se reconectar. E agradeça. É sempre bom agradecer, né?!

Depois que sair do Meiji Jingu siga para o cruzamento mais movimentado do mundo – Shibuya crossing – ou vá para Harajuku e conheça toda a excentricidade daquele bairro. Em ambos os casos, muitas lojas de 100 yen no caminho, muitos cafés e restaurantes e muita gente, obviamente. Aproveite que estará “calminho” e fique na rua até tarde da noite. Opção não vai faltar!

7 comentários sobre “Santuário Meiji: do caos à calmaria

  1. Pingback: Tóquio: a excêntrica Harajuku | Poltrona 22

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