Tóquio: um rolê por Shibuya

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Quando pensava em ir pro Japão a primeira imagem que vinha à minha cabeça era da muvuca e dos luminosos de Shibuya. Depois vinham os templos, a gastronomia, a paisagem. Tem que gostar muito dessa atmosfera urbana pra encarar a cidade mais populosa do mundo. Mas Tóquio tem diferentes espaços dentro da mesma cidade. E o prazer de ir conhecendo cada pedacinho dessa megalópole é inigualável.

No meu 1º dia em Tóquio fui correndo ver de perto o que era a minha maior referência na cidade: aquele cruzamento enorme com aquele monte de luminosos. Esse pedaço quase lembra a Times Square em Nova York, mas vai além. Como se não bastasse o impacto visual que oferece ~ pelas luzes, imagens e letras que você não entende absolutamente nada ~ os outdoors ainda emitem som e tornam tudo mais maluco. É uma cena confusa porém mágica. Logo de cara você já consegue perceber como a organização dos japoneses faz diferença. São milhares de pessoas, de lojas, de carros. Muita cor e muito som. Tudo perfeitamente “harmonioso”. É a maior muvuca organizada que você respeita.

 

Saindo da Estação de Shibuya (a 4ª maior do país), nos deparamos com a estátua de Hachiko. Esse cachorrinho ficou conhecido pela lealdade ao seu dono. Todo dia ele acompanhava o dono até a estação. Até que um dia seu dono morreu. E por 10 anos consecutivos ele continuou indo esperá-lo todo dia no mesmo lugar. Ganhou estátua, filme (“Sempre ao seu lado”) e virou ponto turístico.

 

Shibuya é efervescente. Dá pra começar e terminar o dia lá. São diversas opções de lojas, bares, restaurantes, cafés. Tudo de ‘muito’ por ali. E muito bom. Tem lojas enormes e conhecidas e tem muita lojinha de hyakuen também, que são as lojas de 100 yen no Japão, quase as lojinhas de 1,99 daqui. Dica: vá nessas lojas logo de cara porque você vai encontrar de tudo e não pagará mais caro depois em outros lugares.

 

Shibuya tem um ritmo frenético. Mas não incomoda. Muito se deve à organização. Todo mundo aguarda o sinal ficar verde pra atravessar, ninguém sai atropelando e empurrando ninguém, todo mundo anda nas calçadas direitinho, os japoneses fazem fila pra tudo e o melhor, respeitam as filas! Outro ponto importante dessa bagunça funcionar é a segurança. Sentir-se seguro no meio de uma multidão é uma dádiva. Poder mexer no celular, deixar a mochila no chão pra tirar foto, andar com câmera fotográfica pendurada no pescoço, tirar a carteira e pegar o dinheiro na frente de todo mundo. Ninguém te olha. Você não se sente ameaçado em nenhum momento. Muito, muito, muito bom!

 

Shibuya é icônica por tudo que tem de conhecido ~ e desconhecido ~ reunidos em um só lugar. Mas surpreende quando ao virar uma esquina você tem uma paisagem totalmente diferente da bagunça anterior. Ruelas com lanternas, portinhas com cardápios escritos à mão e ruas vazias. Nem o Google Maps dá conta de se achar por lá. Mas a graça tá justamente nisso. Andar, rodar, entrar numa rua, sair de volta no mesmo lugar. E resolver tomar um café ou um sorvete por ali mesmo. Ou, então, comprar uma meia colorida e estampada. Como tem meia legal no Japão, gente!

 

Shibuya, pra mim, é o bairro que representa o coração de Tóquio: pulsante e enérgica.

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14 comentários sobre “Tóquio: um rolê por Shibuya

  1. Adorei o relato de Shibuya! Dá vontade de conhecer. A história de lealdade do cão Hachiko é emocionante e nos mostra o quanto os japoneses são diferentes, especiais, enfim, evoluídos. Amando os posts!

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    • No geral são sempre assim! Tanto que o metro lotado continua super silencioso. Mas aquele pedaço é uma loucura, acho que são 8 semáforos e abrem para as pessoas atravessarem ao mesmo tempo! Parece sempre que não vai dar certo! Hehehehe

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  2. Que legal Dani. Nunca pensei em ir ao Japão antes a não ser para visitar templos e ver as cerejeiras , claro. Mas agora fiquei até curiosa e tentada.. mas quero conhecer tantas coisas no mundo…rs

    Bjs, estou adorando.

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  3. Daniel, muito mas muito obrigado pelos comentários, que não conseguia para de ler, estou indo para Japão em março do 2018, e achei tudo o que voce diz, super interessante, anotei as dicas – vou em 2 partes, uma com um grupo e turismo 15 dias, e outra sozinho 6 dias – um abraço

    Curtido por 1 pessoa

    • Emilio, que bom que você gostou! Fico muito feliz em saber que estou ajudando de alguma maneira. Você vai amar o Japão. Pode ir tranquilo. Ainda falta escrever uma outra parte da viagem, sobre Kyoto e Hiroshima e alguns bate-e-volta que fiz. Então acompanha o blog. Segue pra receber notificação de post novo. E compartilha com o pessoal do seu grupo de viagem. Vai me ajudar bastante!
      Abração

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