Resumão dos hotéis no Japão

Mas antes vou contar o roteiro que escolhi fazer de trem pelo país. Se você ainda não leu sobre o shinkansen, o trem-bala japonês, agora é a hora. É só clicar aqui!

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De Tóquio a Hiroshima

O mapa mostra o trajeto de Tóquio a Hiroshima. A viagem funcionou da seguinte forma: chegada em Tóquio. Duas noites por lá. Depois 3 noites em Kyoto incluindo um dia de bate-e-volta até Nara. No caminho de Kyoto pra Hiroshima, rolou uma parada em Himeji. Uma noite em Hiroshima. Na manhã seguinte, passeio até a ilha de Miyajima. E depois retorno à Tóquio partindo da Hiroshima Station no final da tarde. No total então foram 8 trechos de trem e 3 hotéis.

Eu já adiantei que procurar hotel, pra mim, é uma parada bem difícil. Talvez porque eu coloque muitas restrições na busca. Ou talvez porque eu seja indeciso mesmo. São só especulações. Mesmo assim, é bom ter alguns tópicos em mente na hora de reservar o seu hotel.

  • orçamento – saber o valor máximo que você quer pagar por diária.
  • localização – pré definir um bairro ou uma região pra se hospedar.
  • condições – café da manhã, banheiro privativo, quarto individual/duplo/triplo, camas solteiro ou casal…
  • cancelamento – se dá pra cancelar sem custo e até que data isso pode ser feito.

E então começa a mão na massa. Ou, melhor, os dedos no teclado. Muita pesquisa, moçada! Eu faço da seguinte forma: abro o site do TripAdvisor. Na minha opinião é o melhor site pra pesquisa sobre viagem. Eles se vendem como “o maior site de viagens do mundo. Mais de 435 milhões de avaliações de viajantes imparciais”. Até acredito. A galera participa disposta a ajudar novos viajantes. Porque ali você também vai ser ajudado. Tem sempre dicas atualizadas e as opiniões são bem fundamentadas. Grandes chances de acerto. Já dei muita sorte por ali!

Pesquiso a cidade. Delimito as faixas de preço. Coloco as minhas preferências de quarto, café da manhã. E refino a busca por região, ou bairro, ou algum ponto de referência (sempre tem essa opção nas buscas e pode ser uma estação de trem, um ponto turístico, um local conhecido, uma avenida principal).

Pra facilitar minha seleção, eu ordeno os resultados por classificação. Assim eu começo olhando do hotel n° 1 na opinião dos viajantes e vou seguindo… a quantidade de avaliações também é importante, uma vez que o hotel pode aparecer no topo da lista porque só tem uma ou duas avaliações e todas, por acaso, positivas. Arriscado confiar na opinião de pouca gente. Nessas horas melhor acreditar no coletivo, né?!

Esse foi o meu hotel de Tóquio:

Hotel Villa Fontaine Hatchobori
212 Avaliações33 de 90 hotéis/ryokans em Chuo
Ginza, Nihonbashi, Tóquio

O TripAdvisor mostra os preços em vários sites de reserva (decolar, hoteis.com, expedia, booking e mais alguns que nunca usei). Eu pego os hotéis que gostei e abro uma aba em cada site. Faço uma simulação da reserva pra ver o valor final. E só fecho quando o pagamento pode ser feito em real (R$). E quando posso cancelar a reserva sem nenhum custo até uns dias antes do check-in. Isso garante que sairei daqui com tudo pago e que se houver algum imprevisto não perderei o valor das reservas.

 

Em TÓQUIO fechei com o Hotel Villa Fontaine TOKYO HATCHOBORI pelo Decolar.com. Foi o hotel que mais cumpriu os requisitos. Decidi ficar perto da Tokyo Station pois seria fácil de chegar de trem do aeroporto. Seria fácil pegar o trem pra fazer o percurso definido e, na volta de Hiroshima, como chegaria tarde, seria fácil voltar ao hotel. O caminho entre o hotel e a estação não levava 15 minutos. E era bem tranquilo. O hotel fica entre duas estações de metrô – Hatchobori e Kayabacho – o que facilita demais a vida de qualquer turista. Por perto ainda haviam várias konbinis, as lojas de conveniência do Japão e alguns restaurantes bem ao estilo japonês, pequenos e com o pessoal sentado no balcão.

Eu solicitei pelo site da Decolar um andar alto e fui atendido. E foi ótimo pois a vista era iluminada e linda. A recepção do hotel era bastante prestativa. Liberaram check-in com algumas horas de antecedência. Guardaram nossas malas pelos 5 dias em que ficamos fora. E quando voltamos pro hotel nossas malas já estavam no novo quarto. Bom, fiz duas reservas com eles. A primeira de duas noites e a segunda de cinco noites. E deu tudo certo. O hotel também oferece um serviço de shuttle pela manhã até o metrô e a Tokyo Station. Usei uma vez e, obviamente, funcionou. Compramos o bilhete do ônibus até o aeroporto de Narita diretamente na recepção. Uma das funcionárias chegou a imprimir horários de trem e nos ajudar a decidir como ir até o aeroporto. Quando lhe faltava o inglês, ela digitava no tradutor e escrevia num papelzinho pra gente ler. Sempre com a maior boa vontade. E sorrindo.

O café da manhã era servido no saguão de entrada do hotel ao lado da recepção. Todo dia a mesma coisa, claro. Uma mistura de café ocidental e oriental. Uma saladinha, molhos, ovos, salsicha, sopas e alguns pães. Café, leite, suco de laranja e chá. Nada demais, na verdade. Mas pra começar o dia estava ok. Até porque tinha tanto café em Tóquio, digo, o estabelecimento, que dava pra entrar cada dia em um diferente no meio da tarde. Isso merece um outro post!

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No geral, eu gostei do hotel. Do atendimento e da facilidade de locomoção. Mas o bairro à noite era meio vazio. Por ser um local onde tem muito prédio comercial, a Bolsa de Valores fica lá, por exemplo, não tinha muita opção de lazer e entretenimento. Numa próxima vez ficarei em Shinjuku ou Shibuya. No epicentro do burburinho! Mas sempre perto de uma estação de trem ou metrô, certo?! 👌🏼

 

Em KYOTO optei pelo ibis Styles Kyoto Station pelo site Hoteis.com. Queria ficar perto da estação pra facilitar a chegada e saída e também a ida até Nara. O ibis tem aquele padrão internacional e é bastante parecido no mundo todo. Não costumo me hospedar nele. Mas a busca por um hotel em Kyoto estava bastante difícil. Preferi não arriscar. O hotel é bem bonito e conservado. A recepção fica no 3° andar. Então não dá pra ver nada logo de cara. Não foi possível fazer check-in antecipado. Não liberaram nem uma horinha. Mas deixamos as malas lá e fomos almoçar ali por perto. Esse hotel tinha o maior café da manhã estilo oriental de todos. Parecia um almoço. Tinha arroz, sopa, legumes, peixe grelhado, salsicha, ovo… e eu no meu pãozinho com manteiga! Não consigo comer toda essa variedade de manhã. Eu até tentei comer salmão. Mas foi só uma tentativa mesmo.

O quarto não era dos melhores e a vista era nenhuma! Liguei na recepção e tentei trocar de quarto mas não rolou. Tinha que pagar um extra e só liberaria pro dia seguinte. Preferi fechar as cortinas. Imagino que num andar alto e de frente pra estação a vista seja bem agradável. Inclusive tenho uma dica aqui e agora. O hotel está de um lado, a estação no meio, e tudo que você for fazer está do outro lado. A estação é gigante. E atravessa-la leva um tempo. Eu tentaria ficar do outro lado da estação numa próxima vez. É do outro lado onde as coisas acontecem de fato.

 

Em HIROSHIMA fiquei no Urbain Hiroshima Executive também pelo site Hoteis.com. Só 550 metros da estação, 7 minutos de caminhada. Muito fácil de chegar. Era o que precisava pois seria somente um dia lá. E foi ok. O hotel era meio pra executivo mesmo. Muito rápido o atendimento. Bastante gente no saguão. Tinha um elevador panorâmico e eu pedi andar alto porque eu sou dos que pedem andar alto porque acreditam na vista. E esse foi perfeito. Pois além de estar lá no alto ainda era na direção da estação e dava pra ver shinkansen indo e vindo o tempo todo. Deixamos uma mochila e uma mala guardadas durante o dia depois do check-out. “Guardadas”. Elas ficaram quase na porta de entrada do hotel presas por uma cordinha. Ainda bem que era o Japão, né?!

O café da manhã era singelo. Mas era bom. Tinha máquina de café, de sopa, de suco e refrigerante! Inclusive, essas máquinas ficavam a disposição o dia inteiro para os hóspedes. Tinham uns pães bem gostosos mas não tinha manteiga. Daí descobri que era só aquecer aquela belezura que a manteiga já estava dentro dele e saia derretida! #umapaixão

Nenhum ponto negativo pra esse hotel. Indico! Voltaria com certeza!

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Todos os hotéis tinham chinelos e pijamas. Uns pareciam roupões. Outros bermuda e camisa. Ficava meio hilário. Quando me servia, né?! O que aconteceu uma vez só. Os chinelos deviam ser número 38. E eu calço 43. Sem chances!

As amadas privadas tecnológicas, claro. Umas amenities de banho muito das boas. Não lembro qual hotel tinha da Shiseido. Uma banheira pequena com cortina e chuveiro dentro. Uns sprays desorizadores para roupas e tecidos que eram ótimos.

Os quartos eram pequenos. Com escrivaninha e TV só com canal japonês. Uma delícia de som pra dormir, super relaxante. 😏 Chaleira elétrica com saquinhos de chá verde e chá preto. A água da torneira era potável e podia beber. E era boa! Tinha frigobar vazio em todos eles. Sempre tinha uma maquinha de refrigerante ou cerveja dentro do hotel também. E acho que é isso! Qualquer coisa, grita! Deixa uma mensagem e me conta sua impressão ou recomendação de hotel nessas cidades. Ou então só me diz se você teve paciência de ler até aqui! Hehehehe

Vou tirar um cochilo nessa poltrona agora. Um abraço!

3 comentários sobre “Resumão dos hotéis no Japão

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